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Resenha + entrevista no blog Leitor Cabuloso!

Amigos, é muito bom ler uma resenha de sua obra quando ela é feita com qualidade. Hoje, apresento a resenha feita pelo Ed (blog Leitor Cabuloso). Juro, fiquei emocionada! Quanta sensibilidade! E depois veio a entrevista… É, esse rapaz não é fácil! AMEI, Ed! Parabéns !!!;-)
http://leitorcabuloso.com.br/2012/08/resenha-baroak-a-estrela-de-cris-motta/

 

 

 

 

 

“Que paixão é essa que dilacera meu coração? Por que todo esse sofrimento? Não posso estar fazendo a coisa certa. Não tenho mais como esconder de mim mesma o que sinto.”
—Pág. 235.

Saudações, leitores! Recentemente terminei a leitura de uma obra de fantasia (O Clã dos Magos) e em seguida comecei outra obra de fantasia, contudo este segundo livro mostrou-se com elementos a mais que, sinceramente, proporcionou-me uma leitura mais prazerosa. Considerei o livro melhor escrito por exibir uma evolução mais evidente nas páginas, ou seja, amadurecer progressivamente de forma a me surpreender. Uma história que começou como um drama adolescente, transformou-se em uma fantasia juvenil, com lições que permeiam as nossas vidas independente de idade (mais esclarecimentos a frente) e finalizou como uma história de amor madura, mas sem abandonar os elementos fantásticos. Posso considerar que a minha primeira escolha para uma Book Tour foi um grande acerto, com certeza pretendo participar de outros, quando a autora lançar novos livros, mas vamos compreender um pouco mais os motivos que me levaram a pensar assim.

O primeiro ponto que me atraiu nesse livro foi a fantasia ser baseada na mitologia Árabe, uma que não é tão desenvolvida nos livros atualmente. Obviamente qualquer ponto de originalidade é algo que já pesa bastante na hora do leitor adquirir um livro e isso já seria um diferencial para leitores mais ávidos por novidades e curiosos. A criatura mitológica escolhida focada, a Djinn (um gênio para os ocidentais), também não é como costumamos conceber, muito pelo contrário, é dotada de um jeito bastante familiar.

A protagonista chama-se Beatriz Comarin, uma garota cuja família possui uma ótima condição financeira e que vive cercada de cuidados paternos. A Bia, como é chamada pelas pessoas mais íntimas, poderia ser uma pessoa supérflua ou rendida à letargia da riqueza que os pais têm, entretanto ela caminha numa direção contrária. É uma garota muito introspectiva e com um intelecto que acaba destacando-a no meio em que convive, porém isso também acaba fazendo com que adquira algumas inimizades e viva situações indesejadas, algo que a maioria dos adolescentes enfrenta durante essa fase de formação base da personalidade. Aliás, uma das colunas do livro, é justamente o conflito de sentimentos e pensamento que movem o ser humano. A autora conseguiu aliar uma linguagem simples com uma questão importantíssima e da qual nenhum ser humano escapa, por isso, apesar do livro ter um formato juvenil, consegue cativar leitores de diversas idades, como é o caso do clássico “O Pequeno Príncipe”.

A Djinn (Clair Baroak), que adapta a sua aparência a vontade de sua ama, age como uma espécie de consciência de Bia e a sua constituição mágica acaba se tornando apenas um detalhe, mediante seus pensamentos e o seu valor como força motriz para a transformação da protagonista. A obra prefere ampliar os momentos de profundidade de ideias e pensamentos do que se deter em uma exuberância acerca da fantasia. Valorizei ainda mais esse aspecto, pois demonstra que, acima de querer escrever uma história de fantasia, a autora se propôs a debater sobre coisas que fazem parte de nossa realidade. Acredito que a fantasia é um meio que usamos para criar alegorias sobre o nosso mundo, obviamente que frequentemente colocamos nesse gênero nossas aspirações em estado superlativo, mas no final das contas o que determina a qualidade de um livro são as entrelinhas e nisso “Baroak – A Estrela” possui riqueza.

Existem vários personagens secundários, mas a narração não perde a organização em momento algum e cada página vai desenhando um quadro coeso em que cada ponto é fundamental para o desfecho. Como mencionei no início da resenha, a protagonista começa como alguém vulnerável socialmente e sentimentalmente, uma pessoa que se sente desfocada da realidade devido aos seus valores que não se harmonizam com a maior parcela de seu ambiente, mas, com a chegada de Clair, a garota começa a amadurecer numa alta velocidade, mas nada que me soou anormal ou sem sentido. Vários conflitos acontecem durante o amadurecimento, tanto de ordem social quando emocional, evidenciando como adquirir experiência não é um mar de rosas, mas inclui também caminhos por cima de espinhos. Essa é a lição que tanto é valiosa para o público juvenil, mas que não deixa de poder ser apreciada por adultos.

Além desse lado mais crítico e reflexivo, a obra também possui uma face bastante romântica, mas não nos formatos açucarados que amiúde ficam enjoativos depois de algumas páginas, exceto para quem realmente encontra entretenimento nesta forma de literatura, afinal os estilos são tão múltiplos quanto as cores da natureza e cada cor possui a sua devida importância, nada deve ser absolutamente ignorado. Enfim, posso dizer que este livro despertou-me boas reflexões, assim como despertará nos leitores abertos à experiência. O desfecho foi um pouco repentino, contudo lembremos que este é o início de uma história que ainda na primeira parte assumiu um ar de esplendor e nos promete ainda mais deleite em sua continuação. Levando este fato em conta, percebemos que as cortinas se fecharam no preciso ponto para aguçar o nosso desejo. Pela originalidade no texto da autora e pelo aspecto questionador do livro, darei cinco selos cabulosos! Comento pouco sobre os acontecimentos do livro em si nas minhas resenhas porque prefiro focar mais na experiência introspectiva que o livro me proporcionou e, quando necessário, fazer observações sobre a sua parte física. Abraços, até breve.

NOTA:

Entrevista

Cris Motta

Olá, Cris, antes de começar esta humilde entrevista, quero agradecer pela simpatia com que você trata os seus leitores, acredito que neste momento sou porta-voz de diversos deles, e também parabenizar pela iniciativa em organizar um Book Tour, afinal essa forma de divulgação e leitura coletiva proporciona um fluxo legal de perspectivas, além de promover o contato entre blogueiro e o autor. Passado esse momento, vamos às perguntas…

1 – Houve algum motivo em especial para você escolher a mitologia Árabe como o pano de fundo principal para o seu livro?

Sempre fui fascinada pelo Oriente. Pelas cores, pelas músicas, pela dança, pela culinária, pela religiosidade. Não houve um motivo, houve um sopro aos meus ouvidos… Comecei a escrever a história por acaso.

2 – Apesar da parte fantástica do livro ter fundamento na cultura Árabe, você comentou um pouco sobre o interesse da personagem Beatriz por outras culturas, então, gostaria de saber se você identifica-se com ela nesse ponto e se na próxima parte dessa história você pretende trazer outras mitologias.

Sim, Ed! Você captou a alma da escritora, hein? Identifico-me muito com Bia nesse aspecto. Adoro conhecer outras culturas. Por isso, além da Arábia, citei a América do Sul e a Europa na história.

Na continuação de Baroak, Bia viaja para outro lugar e tem contato com outro ser…  Mas esse ser não está nos contos árabes e tampouco no alcorão.

3 – Percebi que a principal questão suscitada pelo livro é o processo de construção de uma identidade. Como foi para você tratar deste tema e como avalia o feedback que tem recebido?

Não foi difícil, pois estamos em construção diariamente. Vários questionamentos de Bia são questionamentos que vejo em mim e nas pessoas que me rodeiam.

A maioria dos leitores gosta de Bia depois que ela rompe a linha que a acorrenta. Na verdade, a obediência aos pais, o respeito que tem pelas pessoas e a gratidão que tem pela vida a deixa vulnerável. Quando somos puros, corretos, a vida nos mostra que temos que nos preparar para não recebermos flechadas. Temos que ter um escudo protetor. E como desenvolvemos isso? O desafio de Beatriz é esse. Viver nesse mundo, relacionar-se com as pessoas, deparar-se com dificuldades, com perdas e vitórias e continuar sendo quem ela é, em essência.

4 – Você já trabalhou com jornalismo, isso com certeza lhe trouxe bastante experiência para lidar com o público e a mídia, como foi quando você decidiu sair desta área e ingressar na literatura?

Ed, eu não pensava trilhar pela literatura, ou melhor, tornar-me escritora. Foi uma época complicada, o final de 2009. Tenho três meninos e trabalhar em televisão requer uma disponibilidade de tempo muito grande. Estava infeliz, pois não conseguia participar da vida dos meus filhos como gostaria. Mas tinha medo de largar tudo o que tinha construído ao longo dos anos. Fiquei nesse impasse por dois meses, até que acabei fazendo o que era o certo a se fazer.
Bom, com o tempo livre, vivia intensamente a vida deles. Brincava, andava de patins, desenhava, lia gibis, livros, assistia a desenhos, pintava… virei criança! Como viver no mundo do jovem é altamente inspirador, a história surgiu.
Lembro-me bem! Estava com os três assistindo ao seriado Kenan e Kel, e logo depois passava o seriado que eu amava, quando pequena: Jeannie é um gênio. Pronto! Curiosa desde sempre, fui ver na internet o que era um gênio e aí não parei mais.

5 – Em um momento do livro você cita o poeta Libanês Khalil Gibran, algo que chamou minha atenção, visto que não vejo muitas pessoas o citando, você poderia dizer quais são seus ídolos na literatura e se algum deles chegou a lhe inspirar particularmente neste livro?

Acho que já nasci curiosa. Desde pequena observava meu avô e meu pai lendo livros sobre espiritualidade, poesia, entre outros. Nessa ânsia, pegava livros que não eram adequados à minha idade, ou melhor, à compreensão de uma criança e, mesmo assim, tentava entender a mensagem e o texto propriamente dito. Lia com o dicionário nas mãos (risos).
Posso dizer que Khalil Gibran marcou muito a minha adolescência quando li duas de suas obras: O Louco e O Profeta. Neste último, tem uma passagem que fala do amor incondicional dos pais pelos filhos, e na dificuldade que temos em aceitar que os nossos filhos são pessoas diferentes de nós, com caminhos diferentes do nosso.

…Vossos filhos não são vossos filhos, são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E, embora vivam convosco, não vos pertencem… 
…vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas…

É muito profundo, pois é verdadeiro.

Bom, mas apaixonada mesmo sou por Gabriel Garcia Marquez. Ele tem o dom de nos transportar para dentro de suas histórias como nenhum outro escritor. A riqueza de detalhes ao descrever um lugar e seus personagens é singular. Sem falar no misto de realismo e fantasia que caminham harmoniosamente em seu texto.

Atualmente, tenho me interessado muito pelas obras de Carlos Ruiz Zafon. Fiquei encantada pela obra “A sombra do Vento”. Gosto de histórias que abordam relações entre pais e filhos, amizade, paixão… Mas sempre de forma mágica, romanceada. Isso, Zafon faz com maestria.

Em relação aos autores que tratam do tema “consciência espiritual”,  Lobsang Rampa, Deepak Chopra e  Osho, são os meus preferidos.

Agora, respondendo à sua pergunta, acho que todos os escritores que nos marcam, viram nossa referência.

6 – Agora a minha curiosidade fala um pouco mais alto. Você poderia nos falar sobre como está a produção da continuação de “Baroak – A Estrela” e se já existem outros projetos a caminho?

Ed, posso dizer que vida de escritor não é fácil (risos)! São tantos eventos! Some a isso, três filhos… Mas estou escrevendo a continuação de Baroak- a estrela, sim. Na realidade, já passei das cem primeiras páginas. Quando terminar a trilogia, penso em escrever uma história para crianças.

7 – Agora vou me retirando, mais deixo o espaço para você dizer algo para os seus leitores.

Muitos personagens viraram meus “amigos.” Aprendi com eles, o que não aprendi, nas relações interpessoais. Um livro, é um amigo querido que nos faz enxergar por uma nova ótica. Basta estarmos abertos a isso. Digo a vocês que leiam bastante e que não tenham receio de diversificar nos gêneros. Drama, suspense, romance, aventura… Todos têm algo a acrescentar, a ensinar. E todos têm a sua magia.  Eu escrevi Baroak com muito sentimento. Espero que ele toque vocês de alguma forma. Um grande beijo!

Cris, muitíssimo obrigado por ceder uma entrevista! Lhe desejo muito sucesso e pode sempre contar com o meu apoio! Adorei seu livro ;) Abraços e beijos!

Ed! Eu que agradeço! AMEI sua resenha. Você conseguiu me emocionar. Foi impressionante encontrar no seu texto, pedaços da minha alma. Mencionar a obra O pequeno Príncipe, foi um golpe! Ali, não me contive, e uma lágrima escorreu pelos cantos dos meus olhos. Não citei Saint Exupery nos autores preferidos, pois deixei para o final. Acredito realmente que, ao escrever a história, o autor tenha entrado em contato com algum ser especial (risos) tamanha poesia contida em suas linhas. O Pequeno Príncipe não sai da minha mesinha de cabeceira. AMO!
Muito obrigada pela sensibilidade, pelas perguntas maravilhosas e inteligentes que você me fez. Adorei conversar com você! *_*

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